Mandala colorida do CollabQuest

O Jogo da Apreciação

CollabQuest

Um baralho de 54 cartas para honrar a jornada que você viveu. Profundo como um ritual, leve como um jogo.

O Jogo

Toda jornada merece ser honrada

Um projeto, um ciclo de vida, um relacionamento, um ano vivido. E não só ao final: qualquer momento do caminho é momento de apreciar.

O CollabQuest transforma essa apreciação em jogo. A cada carta, um convite: relembrar, sentir, expressar, agradecer. Pelas cores, emoções e cenários que despertam, as cartas conduzem a um estado de presença que abre novas percepções sobre o caminho percorrido.

Verso do baralho CollabQuest e um leque de cartas mostrando os selos de categoria: Processos, Fatos, Negativo, Criatividade, Positivo e Emoções

Antes de embaralhar

O que este jogo não é

Não é competição

Não há pontos, vencedores nem respostas certas.

Não é terapia

O jogo toca em profundidades. Permita-se entrar no espaço de vulnerabilidade, sabendo que cada pessoa é responsável pelo que sente e pelo que escolhe partilhar.

Não é teste

Quem tira a carta dá a sua própria interpretação. O que emerge é o que vale.

Preparação

Três passos antes da primeira carta

Você vai precisar do baralho, de papel e caneta para cada pessoa, de um espaço tranquilo e de tempo sem pressa. De uma pessoa em diante. Nenhuma facilitação é necessária.

  1. Escolham a jornada

    O que será celebrado? Um projeto, uma meta, a vida, um vínculo.

  2. Façam os três acordos

    • Comentários apenas ao final do jogo.
    • Entre as cartas, escuta profunda: cada fala é acolhida em silêncio.
    • Respeitem a sorte: a carta que sair é a carta certa.
  3. Ciclo de silêncio

    Antes da primeira carta, um momento de quietude para cada pessoa se conectar com a jornada. Se quiserem um caminho guiado, use o roteiro de centramento.

Como jogar

O coração do jogo é um só

Preparem-se: jornada, acordos e ciclo de silêncio.

Uma pessoa tira uma carta e se deixa guiar por ela.

A vez passa adiante.

Joguem quantas rodadas quiserem.

Em grupo

Definam uma jornada em comum, ou cada pessoa escolhe a sua (veja as variações).

Em dupla

Celebrem a jornada que vocês compartilham. A carta ora guia um, ora guia o outro.

Solo

Você conduz o próprio ritual. Tire uma carta por vez e registre no papel o que emergir.

Encerramento: ao final das rodadas, abram a roda: agora, sim, é hora de comentar, ecoar e reconhecer o que emergiu. Fechem com um gesto de gratidão pela jornada e por quem a viveu com você.

Colhidas em dezenas de partidas

Dicas e armadilhas

Não pule a preparação

Partidas sem o ciclo de silêncio perdem a magia. O estado de escuta profunda é o coração do jogo.

Uma jornada por partida

Evite trocar de jornada a cada rodada. A experiência mostrou que o mergulho pede continuidade.

A carta repetida é bem-vinda

A subjetividade das cartas permite novas interpretações: se a mesma carta sair de novo, algo novo virá dela.

O que emerge é o que vale

Mesmo que a resposta pareça não ter a ver com a carta, acolha o que veio.

Escrever é sempre uma opção

Para as cartas mais introspectivas, quem preferir pode registrar no papel em vez de falar.

Olhos fechados?

Nas cartas que convidam a fechar os olhos, peça que outra pessoa leia para você.

Grupos menores, mergulhos maiores

Com menos pessoas há mais rodadas, e mais profundidade.

Confie na sincronicidade

"As cartas que saíram pareciam ser pra mim" é a frase mais ouvida nas partidas. Deixe o campo atuar.

Variações

Outros caminhos para jogar

Jornada aberta ou oculta

Em grupo, há dois caminhos. Na jornada aberta, cada pessoa revela ao grupo qual jornada veio celebrar, e todos acompanham as histórias uns dos outros. Na jornada oculta, cada pessoa guarda a sua em segredo e responde às cartas a partir dela: joga-se junto, mergulha-se só. As duas formas funcionam. Escolham a que oferecer mais segurança ao grupo.

Mesma carta para todos

Quando a jornada é comum a todo o grupo (um projeto compartilhado, um ciclo vivido junto), experimentem tirar uma única carta por rodada e deixar que todas as pessoas respondam a ela. As partidas ficam mais lentas e mais profundas: numa hora de jogo, uma única carta pode render um mergulho inteiro.

Ocasiões especiais

O jogo já celebrou natais, encerramentos de cursos e até a memória de entes queridos, com cada pessoa apreciando a jornada vivida com alguém que já partiu. Onde houver uma jornada, há um jogo possível.

Ciclo de silêncio

Roteiro de centramento

Para o momento de quietude antes da primeira carta, se quiserem um caminho guiado. Uma pessoa pode ler em voz alta, com calma, para as demais.

Abrir o roteiro

Acalme-se e conecte-se com o seu corpo. Sinta onde ele toca a cadeira ou o chão.

Note o seu peso e como a Terra lhe dá suporte. Se fosse uma pessoa oferecendo esse apoio, você o chamaria de amor incondicional.

Respire profundamente. Escute a diferença de tom e sinta a diferença de temperatura entre a inspiração e a expiração: esse calor vem do Sol. Você é a dança dos ciclos da Terra com a energia do Sol.

Você consegue escutar as batidas do seu coração? Elas estão com você desde antes de nascer.

Encontre o ponto onde a energia no seu corpo é mais forte. Inspire para dentro dele, relaxe, e expire a tensão para fora.

Agora, deixe vir a jornada a ser apreciada.

O Baralho

54 cartas, um selo para cada categoria

O CollabQuest é um mix de tecnologias sociais. Na criação das cartas, nos inspiramos em abordagens como a Teoria U e os Seis Chapéus do Pensamento, entre outras fontes que estudamos e vivenciamos. Cada carta carrega o selo de sua categoria.

O jogo nasceu como produção do curso Introdutório de Design Colaborativo de Projetos e foi lapidado em dezenas de partidas reais, cujos aprendizados vivem neste guia.

Criado por Éddy Augusto, Gabriela Starke, Julia Fagundes e Liliana Loureiro.

Caixa do CollabQuest, verde-limão com a mandala colorida no topo